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Inventário de Gases de Efeito Estufa

Atualizado: 20 de set. de 2023


O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, ou pelo termo mais utilizado – Inventário de Emissões GEE, nada mais é do que o mapeamento das atividades da empresa que emitem gases de efeito estufa, identificando sistematicamente as fontes de emissões mais importantes da organização. O inventário GEE auxilia no processo de mitigação das mudanças climáticas, na identificação do desempenho ambiental das organizações e em estratégias ESG.

Fonte: Autoria Própria – ARCA Sustentabilidade


O que é GHG Protocol e PBGHG Protocol?


No contexto corporativo internacional, as diretrizes e normas técnicas que montam os padrões de organização e reporte dos Inventários de Emissões de GEE são definidas pelo GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol). No Brasil, o Programa Brasileiro GHG Protocol, coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces), adapta estas diretrizes para o contexto nacional e fornece suporte para que as organizações brasileiras elaborem e reportem seus Inventários.

Usando como referência o Protocolo de Quioto e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o GHG Protocol identifica 6 gases, ou grupos de gases, para o Inventário:

Fonte: Autoria Própria – ARCA Sustentabilidade


O que são os escopos?


Uma das diretrizes do GHG Protocol define o conceito de limites operacionais, que representa a estruturação da organização em fontes e categorias de emissão. Para isto, são definidos os escopos, que dividem as emissões da organização em diretas e indiretas:

  1. Escopo 1: são as emissões diretas de uma organização, ou seja, aquelas que são derivadas de atividades cujo controle operacional é administrado pela organização em si.

  2. Escopo 2: são as emissões indiretas atreladas ao consumo de energia elétrica não renovável.

  3. Escopo 3: são as emissões indiretas da organização e que não estão relacionadas ao consumo de energia elétrica: ou seja, as emissões derivadas de atividades cujo controle operacional é administrado por terceiros.


Fonte: Technical Guidance for Calculating Scope 3 Emissions – GHG Protocol (2013)


Como é feito um Inventário de Emissões de GEE?


O primeiro passo para elaborar um Inventário de Emissões de GEE é realizar o diagnóstico das fontes de emissão de acordo com as definições do GHG Protocol. Em parceria com a ARCA Consultoria, a organização irá estabelecer seus os limites organizacionais e operacionais, determinando quais setores serão incluídos.

Após, a coleta de dados é realizada com indicadores específicos, o qual é pelo Sistema ARCA, uma plataforma online desenvolvida pela ARCA Sustentabilidade. O sistema permite cadastrar usuários, unidades operacionais e indicadores, coletados por meio de formulários personalizados. Garante segurança e rastreabilidade das informações, auxiliando na verificação e identificação de lacunas e inconsistências nos dados, sempre com acompanhamento dos consultores.

O Sistema ARCA também fornece uma solução integrada para todos os próximos passos da elaboração do Inventário: com o cálculo das emissões, utilizando a ferramenta de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol, disponibilizada anualmente e a qual contém todos os fatores de emissões relevantes para o Inventário; auxiliando na elaboração de relatórios executivos, com a geração de gráficos e dashboards explicitando as emissões por escopo; fornecendo as evidências necessárias para auditorias externas do Inventário. Além disso, o sistema ARCA não foca apenas em Inventários de Emissões de GEE, mas também pode servir de ferramenta de controle para diversos dados que a agenda ESG das organizações possa requerer.

Quais são os benefícios do Inventário de GEE para minha organização?


Além da expansão do conhecimento no assunto, realizar o Inventário de Emissões de GEE proporciona diferentes vantagens:

  1. Identificar principais fontes de emissão e traçar estratégias para reduzi-las. É possível avaliar riscos e oportunidades entre as emissões da organização e utilizar metodologias de KPIs (Indicadores Chave de Desempenho) e Metas SBTi (Science Based Target initiative) para planejar sua mitigação;

  2. Auditar o inventário para assegurar sua conformidade com o PBGHG Protocol e a ISO 14064 e garantir credibilidade e transparência por uma revisão independente com certificação;

  3. Divulgar os resultados de maneira pública, demonstrando compromisso com a agenda ESG e atraindo investidores, stakeholders, iniciativas e reconhecimentos alinhados à sustentabilidade, através de relatórios próprios ou adesão ao questionário do CDP (Climate Disclosure Project);

  4. Possibilidade de compensação de emissões através do Plantio de Árvores em zonas de reflorestamento e compra de Certificados I-RECs, atribuindo energia de fontes renováveis ao consumo da organização, e compras de crédito de carbono;

  5. Participação no mercado de carbono.


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