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Os passos para obter uma Meta SBTi

Por: Gabriel Viana e Victor Carias



Como parte do amadurecimento da área ESG de qualquer organização, o desenvolvimento de metas climáticas é um passo importante para futuras decisões estratégicas corporativas. Dentre estas metas, estão metas de redução de emissão de gases de efeito estufa. No entanto, o quão ambiciosas estas metas precisam ser para que as empresas mostrem que realmente estão engajadas e alinhadas com a agenda das mudanças climáticas? É para este objetivo que as metas baseadas na ciência (Science-Based Targets) existem, e são reguladas pela organização conhecida como SBTi.


A Science-Based Targets Initiative

A Science-Based Targets Initiative é uma colaboração entre o CDP, WRI, WWF e Pacto Global da ONU, e foi criada com o objetivo de guiar as empresas no desenvolvimento de metas que atingissem o objetivo do Acordo de Paris (2015) de regular o aumento da temperatura média global em, no máximo, até 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. Para isto, a SBTi serve tanto como um fornecedor de metodologia quanto como órgão validador de metas climáticas relacionadas à diminuição das emissões de GEE das organizações.


Os objetivos da Iniciativa Science Based Target são ousados e cruciais para combater a crise climática. Seu propósito é capacitar as empresas a definirem metas de redução de emissões de gases de efeito estufa alinhadas com o Acordo de Paris, que visa conter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C, preferencialmente até 1,5°C, em relação aos níveis pré-industriais. Quanto menor o aumento da temperatura terrestre almejado, mais ambiciosa é a meta e maior é a redução mínima exigida pela metodologia do SBTi.


Tipos de Meta

Antes de entrarmos em detalhes na formulação da meta frente à SBTi, é importante deixar claro que existem dois tipos de meta que podem ser elaboradas e submetidas à iniciativa:

  • As metas de curto prazo (near-term), com horizonte para serem cumpridas de 5 a 10 anos depois da data de submissão da meta, e com ambições de redução obrigatórias para Escopos 1 e 2, sendo que uma meta de Escopo 3 é facultativa (ocorre em casos em que as emissões de Escopo 3 são superiores a 40% das emissões totais);

  • As metas de longo prazo (long term = net-zero), são metas de longo prazo, com horizonte para serem cumpridas até 2050, e que focam na redução total das emissões – abrangendo, obrigatoriamente, todos os três escopos, e preveem iniciativas de compensação para as emissões residuais. Para desenvolver esta meta, uma organização já deve ter uma meta de curto prazo validada junto à SBTi.

Neste artigo, iremos focar na formulação das metas de curto prazo, uma vez que elas são obrigatórias para qualquer organização que queira se cadastrar na iniciativa.


Formulando a Meta SBTi

Como órgão verificador, a SBTi estabelece critérios bem rígidos para aquelas empresas que queiram divulgar que suas metas climáticas estão “baseadas na ciência”. Além de toda a documentação exigida durante o processo, é de vital importância que a empresa tenha um Inventário de Emissões bem estruturado e completo, ou que ao menos esteja comprometida a elaborar seu Inventário da maneira mais completa possível dentro do prazo de desenvolvimento da meta. A consultoria ARCA Sustentabilidade oferece o serviço completo em relação a todas as etapas a seguir, prestando todo o apoio técnico e experiência dos consultores (clique aqui e veja um case de uma meta aprovada) com submissão e aprovação de metas SBTi.

Os principais passos em relação a essa meta são:


  1. Compromisso: primeiro, um representante da empresa deve acessar o portal online da SBTi, realizar o cadastro da empresa, preencher a carta de compromisso e enviá-la por e-mail à equipe da SBTi. Esta carta é apenas um documento com os dados gerais da empresa e estabelece que, em até 2 anos, a empresa se compromete a ter uma meta aprovada pela SBTi. A partir daí, a empresa pode divulgar que está “comprometida em desenvolver uma meta”, e o nome da empresa aparecerá publicamente como comprometida no portal da SBTi.

  2. Desenvolvimento: dentro dos 2 anos estabelecidos, a organização deve rever (e, se necessário, aprimorar) seu Inventário de Emissões, acessar a metodologia da SBTi, e usá-la para desenvolver sua meta de redução.  Os serviços da ARCA Sustentabilidade Consultoria cobrem todas essas etapas de desenvolvimento e, junto ao cliente, a consultoria estabelece os pontos-chave da meta (ano base, ano meta e porcentagem de redução).

  3. Submissão: com os pontos-chave definidos e o Inventário de Emissões pronto, o próximo passo é preencher o formulário de submissão da meta e enviá-lo para validação do SBTi. A ARCA Sustentabilidade Consultoria também auxilia no preenchimento deste formulário de submissão, direcionando a elaboração do texto das respostas de forma que fique o mais claro possível para os validadores da SBTi.

  4. Análise: com o envio do formulário, a empresa fica em uma fila de espera para análise de um validador. Todo o processo de validação ocorre por e-mail, e a ARCA Sustentabilidade Consultoria também fornecesse seus serviços para a elaboração das respostas de quaisquer questionamentos realizados pelo validador.

  5. Comunicação e divulgação: com a análise concluída, a SBTi muda o status da organização de comprometida para aprovada. A partir daí, a empresa pode comunicar publicamente que possui uma meta baseada na ciência em qualquer meio de comunicação – relatório de sustentabilidade, CDP, relatórios de investidores, entre outros. No entanto, a empresa deve entender que a meta é desafiadora, e que possuo um prazo curto (de 5 a 10 anos) para que ela possa ser cumprida. Portanto, é importante a busca contínua de tecnologias e meios de produção que reduzam suas emissões ao máximo. Outro ponto importante é que a SBTi exige que todas as empresas com uma meta aprovada reportem seu anualmente Inventário de Emissões anualmente em, ao menos, um canal público, de preferência no CDP ou no Relatório de Sustentabilidade. Caso sua organização já tenha uma meta SBT aprovada, o sistema ARCA ESG garante que todo o processo anual de Inventário de Emissões seja feito de maneira mais prática, rápida e segura, com o acompanhamento anual das emissões para que a verificação do andamento da meta seja realizada.

É importante ressaltar que este texto oferece apenas um panorama geral de todo o processo que é necessário para o desenvolvimento e aprovação de uma meta baseada na ciência.

No entanto, apesar de ser um processo com várias etapas a serem cumpridas, ter uma meta baseada na ciência é algo visto como de vital importância no meio ESG corporativo, e é uma das exigências para atingir a nota máxima no CDP de Mudanças Climáticas; portanto, mesmo que seja uma meta ambiciosa, empresas líderes e referências nos seus setores cada vez mais aderem a esta inciativa para mostrarem que não estão só atentas  mas que se comprometem a fazerem a diferença em relação às mudanças climáticas em um futuro próximo.


Caso se interesse em saber mais detalhes de todo esse processo, entre em contato com nossa consultoria! Clique aqui para entrar em contato conosco!

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